Eleição de deputados renova bancada na Câmara de Vereadores do Rio
Entre os novos vereadores está um político suspeito de integrar milícia.
Sete suplentes vão assumir as vagas a partir de 2011.
Do RJTV
imprimir Ainda faltam dois anos para as eleições municipais, mas a votação do último domingo (3) também mudou a composição na Câmara de Vereadores do Rio. Com a eleição de vereadores para a Assembleia Legislativa (Alerj) e Congresso, sete suplentes vão assumir as vagas a partir de 2011. Entre eles, um político suspeito de comandar milícia na Zona Oeste.
Dos 51 vereadores que compõem a Câmara dos Vereadores do Rio, 16 se candidataram a outros cargos. Sete foram eleitos para deputado estadual ou federal. Eles abriram as portas do Palácio Pedro Ernesto para os suplentes.
Entre os novos vereadores está Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, do Partido da República (PR). A CPI das milícias da Alerj apontou ligações de Deco com milicianos. Segundo o relatório, há provas do envolvimento do vereador com os grupos criminosos. No documento ele também é acusado de participação no assassinato de duas pessoas.
“Certamente esse caso vai aflorar e será um caso que terá que ser levado à comissão de ética, o que é ruim para a Câmara, não é bom porque a gente acaba tendo que cuidar desse tipo de coisa quando a gente devia estar cuidando dos interesses do dia-a-dia, da educação, da saúde, do transporte e da manutenção da cidade”, disse a vereadora Andrea Gouveia Vieira (PSDB).
Deco foi procurado pela equipe do RJTV, mas não retornou as ligações. Na época, ele disse que não cometeu nenhum dos crimes.
Outro caso
De acordo com as investigações, o vereador Cristiano Girão (PMN) também é acusado de envolvimento com milícia. Mas ele não pode ser encontrado porque está preso desde o fim de 2009. Girão foi preso acusado pelo Ministério Público de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Mesmo assim recebeu salários até fevereiro.
Só em julho houve assinaturas suficientes dos vereadores para abertura de um processo de cassação no conselho de ética. Mesmo atrás das grades, Cristiano Girao continua vereador.
“Ele está rigorosamente dentro do prazo. Mas eu vou antecipar isso, vou pedir essa reunião do conselho, uma reunião deliberativa, e vou conversar, vou cobrar do relator se ele já tem uma posição ou não em relação à situação do vereador Girão”, disse Teresa Bergher, presidente do conselho de ética.
Até hoje, a comissão de ética da Câmara não conseguiu expulsar nenhum vereador envolvido com crimes.
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