Serra critica PT e Dilma destaca PAC 2 no horário eleitoral
O candidato do PSDB fez ataques à atuação do partido da adversária.
Lula perguntou à petista qual a 'grande proposta para o futuro do país'.
Do G1, em São Paulo
imprimir O segundo dia da propaganda eleitoral do segundo turno dos candidatos à Presidência, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), teve críticas, apresentação de propostas e das trajetórias políticas de cada um.
Primeiro a aparecer no horário eleitoral, o candidato José Serra começou o programa relembrando o resultado das eleições de domingo (3) e mostrou o pronunciamento que fez logo após o resultado do 1º turno, em que homenageou a candidata derrotada Marina Silva (PV), “pela votação expressiva que contribuiu para o jogo democrático do Brasil”.
Serra disse que queria começar o programa agradecendo aos eleitores pelos mais de 33 milhões de votos recebidos e pelo apoio recebido pelos estados e cidades por que tem passado.
“Isso tudo me enche de alegria e aumenta ainda mais a minha responsabilidade de fazer um governo à altura dos brasileiros. Nesse segundo turno você vai poder comparar melhor os candidatos, a história de cada um, o que cada um já fez pelo Brasil, quem tem idéias próprias, quem fica à sombra dos outros, quem defende a liberdade, a democracia, o meio ambiente, o direito à vida”, afirmou.
O narrador disse que José Serra construiu sua biografia com muito trabalho e esforço, “diferente da Dilma, que nunca disputou uma eleição e só chegou até aqui pela mão do seu padrinho político”, fazendo referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O programa lembrou a trajetória do político e criticou as atuações do PT no passado político recente do país. O narrador citou que Serra lutou pelas diretas já e que Dilma “ninguém sabe, ninguém viu”. Citou ainda que o candidato apoiou Tancredo Neves para presidente, “diferente do PT da Dilma, que não apoiou Tancredo contra Maluf”.
Em outra passagem, citou que Serra “foi o melhor deputado da Constituinte de 88, diferente do PT da Dilma, "que se recusou a assinar a Constituição". Citou ainda que o PT foi “contra o Plano Real”.
No programa, o narrador diz que Serra sempre foi coerente, que “sempre condenou o aborto, defendendo a vida”.
O programa lembrou as propostas de Serra feitas na campanha do 1º turno, como o reajuste do salário mínimo de R$ 510 para R$ 600, 10% de aumento para aposentados e pensionistas e 13º para quem recebe o Bolsa Família, e mostrou ainda o programa de pré-natal “Mãe Brasileira”, com o lema “a favor da vida, a favor do Brasil”.
Serra afirmou no programa que quer ser presidente para melhorar a saúde e educação, que quer defender os valores da família brasileira, os valores cristãos, a democracia, o respeito à vida e o meio ambiente.
O candidato disse que vai dar as mãos a parceiros internacionais que fortaleçam a economia e os empregos. “Não vamos andar de braços dados com governos que apedrejam mulheres, que perseguem a imprensa, que têm vocação para a ditadura”.
Como no programa de sexta-feira, o ex-governador José Serra também exibiu mensagens de apoio do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB), eleito para o Senado; do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB); do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB); e de Santa Catarina, Raimundo Colombo (DEM).
Lembrou o programa de sexta-feira, citando que "o último presidente desconhecido" eleito foi Fernando Collor, mas que Itamar Franco conseguiu melhorar a situação. Destacou a imagem de Fernando Henrique, segundo a propaganda, estabilizou a economia, e disse que Lula, que também tinha história, conseguiu dar continuidade.
O programa de Dilma Rousseff começou com o narrador citando que nos tempos de FHC e Serra havia uma divisão entre “coisa de rico e coisa de pobre”. No primeiro caso são citados carro, carne na mesa, universidade e luz na fazenda. Já no segundo entraram desemprego, arroz e feijão, futuro incerto e escuridão na roça. “Para eles, apenas os ricos pareciam ter o direito de ser feliz”, disse o narrador.
No programa foram citados os progressos que o país teve no governo do PT, como entrada de 36 milhões de brasileiros na classe média e 28 milhões que saíram da linha da pobreza. E lembrou que o país vai receber a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
O programa mostrou ainda Dilma na casa de uma família brasileira, cujos integrantes elogiaram o governo Lula, e ela enfatizou que é importante ser “a favor da família, da vida, da construção de uma sociedade mais justa e democrática para o Brasil”.
O programa lembrou a trajetória política da candidata no governo do Rio Grande do Sul e no governo de Lula.
Além disso, foi citado o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em 2007, que engloba “cerca de 14 mil obras saneamento, habitação, energia e transporte, entre outras áreas estratégicas”.
Dilma disse no programa que pretende cumprir todas as metas estabelecidas pelo PAC 2.
No programa são citadas a previsão de construção de 2 milhões de moradias, a expansão da indústria naval, a criação de novos parques de ônibus e modernização de rodovias, portos e aeroportos.
O programa citou ainda o PAC Cidade Melhor, que deverá ter investimentos de R$ 57 bilhões em saneamento básico, prevenção de enchentes, pavimentação de vias urbanas e melhoria do transporte coletivo nas grandes cidades.
Já o PAC Comunidade Cidadã deve ter investimentos de R$ 23 bilhões, criar 6 mil creches e pré-escolas, mais de 2,8 mil postos de polícia comunitária, 800 praças de esporte, lazer e cultura e 500 unidades de pronto-atendimento 24 horas.
O programa trouxe ainda depoimento do governador reeleito no Rio de Janeiro Sérgio Cabral.
Na última parte, o programa mostrou Lula falando com Dilma, em que ele pergunta qual a grande proposta para o futuro do país.
“Pra mim, o grande desafio é erradicar a miséria do país. O senhor deu um passo enorme no governo, que foi os 28 milhões que nós tiramos da pobreza. Dizem que é impossível erradicar a pobreza no Brasil. Pelo contrário, todos os passos que nós demos abriram o caminho pra gente acabar com a pobreza no Brasil. Então isso é muito importante pro Brasil. A segunda questão é levar o Brasil a ser de fato o país em que a sua população no mínimo seja de classe média. Pra isso, sem educação de qualidade nós na conseguimos chegar lá”, disse Dilma.
sábado, 9 de outubro de 2010
Dilma diz que propostas de Marina 'têm mais a ver' com sua campanha
Candidata do PT visitou maternidade em São Paulo.
Ela voltou a afirmar ser favorável à liberdade religiosa e contra o aborto.
Maria Angélica Oliveira
Do G1, em São Paulo
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Dilma concede entrevista após visitar maternidade
em São Paulo (Foto: Sérgio Castro/AE)A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse neste sábado (9) que pretende discutir as propostas apresentadas pela senadora Marina Silva (PV), que ficou em terceiro lugar na disputa do primeiro turno.
O PV condicionou a aceitação de algumas propostas para definir quem apoiará no segundo turno, se será Dilma ou o adversário dela, José Serra (PSDB).
Sem especificar nenhum ponto apresentado por Marina, Dilma afirmou que o conjunto das propostas apresentadas está mais próxima à campanha do PT do que à do PSDB: "Pelo que vi, as propostas da Marina têm mais a ver conosco do que com meu adversário. Agora, nós vamos chamar uma discussão a esse respeito bastante respeitosa e sem pressão", disse, após visita a uma maternidade em São Paulo.
Na sexta-feira (8), Marina divulgou documento com dez temas que será usado como base para a discussão que vai definir o apoio a um dos dois candidatos. O PV não exclui ainda a possibilidade de adotar a neutralidade. O documento é subdividido em 42 subitens, agrupados em temas como meio ambiente, segurança pública e transparência.
Depois da entrevista de Dilma, o ministro Alexandre Padilha, que tirou férias do cargo para se dedicar à campanha, também não quis entrar em detalhes sobre as propostas apresentadas pela senadora do PV.
'Divisão no país'
Dilma Rousseff visitou a maternidade Amparo Maternal, que atende gestantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um alojamento social que abriga gestantes que precisam de acolhimento por motivos sociais. A visita não pode ser acompanhada pela imprensa, que esperou a candidata do lado de fora.
Após cerca de uma hora de visita, Dilma concedeu entrevista e disse que visitou a maternidade para colher experiências a serem implantadas na Rede Cegonha, no governo federal.
Ela negou que a visita tenha sido uma resposta à polêmica sobre o aborto que tem pautado o segundo turno da campanha. No entanto, ela criticou boatos que envolvem o nome dela. "Nós somos um país que nunca teve conflito religioso. Querer criar contradição religiosa onde nao tem é criar um clima de divisão no país."
A petista argumentou que o Estado é laico, reafirmou que respeita liberdade de crença e religião, e voltou a dizer que, se eleita, não irá enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que altere a legislação sobre o aborto.
Dilma afirmou acreditar que há "uma deliberada confusão feita no Brasil" sobre o assunto e foi questionada sobre quem estaria gerando essa confusão. "Antes, havia dez candidatos. Você não sabia de onde vinha. Daqui pra frente, só tem dois. Se continuar essa rede de boatos e intrigas, só pode vir do meu adversário".
O senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, negou que os boatos tenham partido da campanha tucana. "Quem indexou esse assunto foi a candidata Dilma que, quando respondeu a perguntas a respeito do tema, não conseguiu ser precisa. Na falta de clareza dela, esse questionamento prosperou", disse.
Candidata do PT visitou maternidade em São Paulo.
Ela voltou a afirmar ser favorável à liberdade religiosa e contra o aborto.
Maria Angélica Oliveira
Do G1, em São Paulo
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Dilma concede entrevista após visitar maternidade
em São Paulo (Foto: Sérgio Castro/AE)A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse neste sábado (9) que pretende discutir as propostas apresentadas pela senadora Marina Silva (PV), que ficou em terceiro lugar na disputa do primeiro turno.
O PV condicionou a aceitação de algumas propostas para definir quem apoiará no segundo turno, se será Dilma ou o adversário dela, José Serra (PSDB).
Sem especificar nenhum ponto apresentado por Marina, Dilma afirmou que o conjunto das propostas apresentadas está mais próxima à campanha do PT do que à do PSDB: "Pelo que vi, as propostas da Marina têm mais a ver conosco do que com meu adversário. Agora, nós vamos chamar uma discussão a esse respeito bastante respeitosa e sem pressão", disse, após visita a uma maternidade em São Paulo.
Na sexta-feira (8), Marina divulgou documento com dez temas que será usado como base para a discussão que vai definir o apoio a um dos dois candidatos. O PV não exclui ainda a possibilidade de adotar a neutralidade. O documento é subdividido em 42 subitens, agrupados em temas como meio ambiente, segurança pública e transparência.
Depois da entrevista de Dilma, o ministro Alexandre Padilha, que tirou férias do cargo para se dedicar à campanha, também não quis entrar em detalhes sobre as propostas apresentadas pela senadora do PV.
'Divisão no país'
Dilma Rousseff visitou a maternidade Amparo Maternal, que atende gestantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um alojamento social que abriga gestantes que precisam de acolhimento por motivos sociais. A visita não pode ser acompanhada pela imprensa, que esperou a candidata do lado de fora.
Após cerca de uma hora de visita, Dilma concedeu entrevista e disse que visitou a maternidade para colher experiências a serem implantadas na Rede Cegonha, no governo federal.
Ela negou que a visita tenha sido uma resposta à polêmica sobre o aborto que tem pautado o segundo turno da campanha. No entanto, ela criticou boatos que envolvem o nome dela. "Nós somos um país que nunca teve conflito religioso. Querer criar contradição religiosa onde nao tem é criar um clima de divisão no país."
A petista argumentou que o Estado é laico, reafirmou que respeita liberdade de crença e religião, e voltou a dizer que, se eleita, não irá enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que altere a legislação sobre o aborto.
Dilma afirmou acreditar que há "uma deliberada confusão feita no Brasil" sobre o assunto e foi questionada sobre quem estaria gerando essa confusão. "Antes, havia dez candidatos. Você não sabia de onde vinha. Daqui pra frente, só tem dois. Se continuar essa rede de boatos e intrigas, só pode vir do meu adversário".
O senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, negou que os boatos tenham partido da campanha tucana. "Quem indexou esse assunto foi a candidata Dilma que, quando respondeu a perguntas a respeito do tema, não conseguiu ser precisa. Na falta de clareza dela, esse questionamento prosperou", disse.
Mais da metade dos eleitos para a Câmara nasceu em 5 estados
Levantamento mostra estado de nascimento dos deputados federais eleitos.
Nasceram em MG, SP, RJ, BA e RS 264 dos 513 parlamentares da Câmara.
Mirella Nascimento
Do G1, em São Paulo
imprimir Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul são os estados de nascimento de 51,4% (264) dos 513 deputados federais eleitos no último dia 3.
As bancadas estaduais na Câmara dos Deputados representam a população de cada uma das unidades federativas do país.
Mas, se em casos como o de São Paulo e Rio de Janeiro a diversidade da origem da população é refletida nos deputados federais eleitos, estados como Rio Grande do Sul, Ceará e Amapá elegeram apenas um migrante para representá-los.
Levantamento do G1 listou os estados de nascimento dos 513 deputados federais eleitos [confira ao lado onde nasceram os parlamentares eleitos].
No topo da lista estão os mineiros: são 67 deputados nascidos em Minas Gerais eleitos pelo país – 44 no próprio estado e 23 em outros.
Em segundo lugar, aparecem os paulistas – 66 no total, dos quais 50 eleitos por São Paulo.
Depois, vêm os 50 fluminenses, 35 deles eleitos pelo Rio de Janeiro.
Maior diversidade
Com 70 vagas na Câmara, São Paulo elegeu parlamentares nascidos em 11 estados brasileiros. Além dos 50 paulistas (71,4% da bancada), são 5 mineiros, 3 fluminenses, 2 paranaenses, 2 baianos, 2 pernambucanos, 2 norte-riograndenses, 1 cearense, 1 paraibano, 1 alagoano e 1 rondoniense.
No Rio de Janeiro, foram eleitos 46 deputados: os 35 fluminenses (76%), 2 paulistas, 2 mineiros, 1 baiano, 1 paranaense, 1 pernambucano, 1 sergipano, 1 goiano, 1 gaúcho e 1 capixaba.
Dos mais de 41 milhões de habitantes do estado de São Paulo, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2009, 31,3 milhões são paulistas. As maiores populações de migrantes são as de mineiros (2,1 milhões), baianos (1,98 milhão), pernambucanos (1,2 milhão) e paranaenses (1,2 milhão).
saiba mais
Veja a lista com todos os deputados federais eleitos no paísConheça a nova composição da CâmaraConfira as mulheres campeãs de votos para a Câmara dos DeputadosCresce o número de milionários na Câmara dos DeputadosNo Rio de Janeiro, de acordo com o IBGE, são 15 milhões de habitantes, divididos entre fluminenses (13,2 milhões), mineiros (577 mil), baianos (224 mil), pernambucanos (208 mil) e paulistas (154 mil), dentre outros.
Apenas um migrante
Entre os estados que elegeram apenas um migrante, destaca-se o Rio Grande do Sul. Com uma bancada de 31 deputados, tem 96,8% de gaúchos em sua representação parlamentar. O único “estrangeiro”, nascido no estado vizinho, Santa Catarina, considera-se “cataúcho”.
“Na verdade, minha família é gaúcha, mas meus pais se mudaram por um período e nasci em Caçador (SC). Sou ‘cataúcho’, apaixonado pelos dois estados”, afirma o deputado federal reeleito Luiz Carlos Busato (PTB), 62 anos. Quando Busato tinha 4 anos, a família voltou ao estado de origem, onde ele estudou, formou-se em arquitetura e começou a carreira política.
“Acho que o gaúcho aprecia quem trabalha para ele. Não é porque é branco, negro, gaúcho, catarinense, homem ou mulher. Nunca me perguntaram a minha origem”, analisa o deputado, que diz não acreditar ser o famoso “bairrismo” gaúcho o responsável pela composição da bancada.
Apenas um 'local'
Se alguns gaúchos, cearenses e amapaenses elegeram apenas um migrante, Rondônia é um dos que tem só um deputado federal eleito nascido no próprio estado: Marcos Rogério (PDT), 32 anos. “Não fazia ideia disso, só sabia que era o mais novo da nossa bancada”, contou o político ao G1.
“O nosso estado tem uma composição bem mista. Faço parte de uma nova geração, mas a força de quem veio de fora ainda é muito grande aqui em Rondônia”, analisa. Nascido e criado em Ji-Paraná, Rogério comemora a votação expressiva que teve na cidade: 11 mil dos mais de 15 mil que recebeu para garantir a oitava vaga na bancada rondoniense.
Segundo os dados da PNAD, mais de 50% dos moradores de Rondônia nasceram no Estado (818 mil, de 1,531 milhão). Entre os migrantes, destacam-se paranaenses (156 mil), mineiros (99 mil), capixabas (62 mil), paulistas (51 mil) e mato-grossenses (49 mil). Completam a bancada do estado na Câmara deputados nascidos em São Paulo (2), Minas Gerais (2), Mato Grosso (1), Piauí (1) e Rio de Janeiro (1).
De sul a norte
Dentre os deputados eleitos que nasceram em uma região do país e acabaram fazendo a carreira política em outra, está Henrique Oliveira (PR), 49 anos. Nascido em Florianópolis (SC), Oliveira morou ainda em Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Brasília antes de se fixar em Manaus em 1994.
“Eu costumo dizer que sou da integração nacional. A mãe é gaúcha, o pai é paraense, a mãe dos meus filhos é mineira. Dois filhos são mineiros e dois amazonenses. Vou poder levar para a Câmara essa radiografia que eu tenho do país. Vou trabalhar pelo Amazonas, mas também pelo Brasil”.
Levantamento mostra estado de nascimento dos deputados federais eleitos.
Nasceram em MG, SP, RJ, BA e RS 264 dos 513 parlamentares da Câmara.
Mirella Nascimento
Do G1, em São Paulo
imprimir Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul são os estados de nascimento de 51,4% (264) dos 513 deputados federais eleitos no último dia 3.
As bancadas estaduais na Câmara dos Deputados representam a população de cada uma das unidades federativas do país.
Mas, se em casos como o de São Paulo e Rio de Janeiro a diversidade da origem da população é refletida nos deputados federais eleitos, estados como Rio Grande do Sul, Ceará e Amapá elegeram apenas um migrante para representá-los.
Levantamento do G1 listou os estados de nascimento dos 513 deputados federais eleitos [confira ao lado onde nasceram os parlamentares eleitos].
No topo da lista estão os mineiros: são 67 deputados nascidos em Minas Gerais eleitos pelo país – 44 no próprio estado e 23 em outros.
Em segundo lugar, aparecem os paulistas – 66 no total, dos quais 50 eleitos por São Paulo.
Depois, vêm os 50 fluminenses, 35 deles eleitos pelo Rio de Janeiro.
Maior diversidade
Com 70 vagas na Câmara, São Paulo elegeu parlamentares nascidos em 11 estados brasileiros. Além dos 50 paulistas (71,4% da bancada), são 5 mineiros, 3 fluminenses, 2 paranaenses, 2 baianos, 2 pernambucanos, 2 norte-riograndenses, 1 cearense, 1 paraibano, 1 alagoano e 1 rondoniense.
No Rio de Janeiro, foram eleitos 46 deputados: os 35 fluminenses (76%), 2 paulistas, 2 mineiros, 1 baiano, 1 paranaense, 1 pernambucano, 1 sergipano, 1 goiano, 1 gaúcho e 1 capixaba.
Dos mais de 41 milhões de habitantes do estado de São Paulo, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2009, 31,3 milhões são paulistas. As maiores populações de migrantes são as de mineiros (2,1 milhões), baianos (1,98 milhão), pernambucanos (1,2 milhão) e paranaenses (1,2 milhão).
saiba mais
Veja a lista com todos os deputados federais eleitos no paísConheça a nova composição da CâmaraConfira as mulheres campeãs de votos para a Câmara dos DeputadosCresce o número de milionários na Câmara dos DeputadosNo Rio de Janeiro, de acordo com o IBGE, são 15 milhões de habitantes, divididos entre fluminenses (13,2 milhões), mineiros (577 mil), baianos (224 mil), pernambucanos (208 mil) e paulistas (154 mil), dentre outros.
Apenas um migrante
Entre os estados que elegeram apenas um migrante, destaca-se o Rio Grande do Sul. Com uma bancada de 31 deputados, tem 96,8% de gaúchos em sua representação parlamentar. O único “estrangeiro”, nascido no estado vizinho, Santa Catarina, considera-se “cataúcho”.
“Na verdade, minha família é gaúcha, mas meus pais se mudaram por um período e nasci em Caçador (SC). Sou ‘cataúcho’, apaixonado pelos dois estados”, afirma o deputado federal reeleito Luiz Carlos Busato (PTB), 62 anos. Quando Busato tinha 4 anos, a família voltou ao estado de origem, onde ele estudou, formou-se em arquitetura e começou a carreira política.
“Acho que o gaúcho aprecia quem trabalha para ele. Não é porque é branco, negro, gaúcho, catarinense, homem ou mulher. Nunca me perguntaram a minha origem”, analisa o deputado, que diz não acreditar ser o famoso “bairrismo” gaúcho o responsável pela composição da bancada.
Apenas um 'local'
Se alguns gaúchos, cearenses e amapaenses elegeram apenas um migrante, Rondônia é um dos que tem só um deputado federal eleito nascido no próprio estado: Marcos Rogério (PDT), 32 anos. “Não fazia ideia disso, só sabia que era o mais novo da nossa bancada”, contou o político ao G1.
“O nosso estado tem uma composição bem mista. Faço parte de uma nova geração, mas a força de quem veio de fora ainda é muito grande aqui em Rondônia”, analisa. Nascido e criado em Ji-Paraná, Rogério comemora a votação expressiva que teve na cidade: 11 mil dos mais de 15 mil que recebeu para garantir a oitava vaga na bancada rondoniense.
Segundo os dados da PNAD, mais de 50% dos moradores de Rondônia nasceram no Estado (818 mil, de 1,531 milhão). Entre os migrantes, destacam-se paranaenses (156 mil), mineiros (99 mil), capixabas (62 mil), paulistas (51 mil) e mato-grossenses (49 mil). Completam a bancada do estado na Câmara deputados nascidos em São Paulo (2), Minas Gerais (2), Mato Grosso (1), Piauí (1) e Rio de Janeiro (1).
De sul a norte
Dentre os deputados eleitos que nasceram em uma região do país e acabaram fazendo a carreira política em outra, está Henrique Oliveira (PR), 49 anos. Nascido em Florianópolis (SC), Oliveira morou ainda em Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Brasília antes de se fixar em Manaus em 1994.
“Eu costumo dizer que sou da integração nacional. A mãe é gaúcha, o pai é paraense, a mãe dos meus filhos é mineira. Dois filhos são mineiros e dois amazonenses. Vou poder levar para a Câmara essa radiografia que eu tenho do país. Vou trabalhar pelo Amazonas, mas também pelo Brasil”.
Veja a lista com todos os deputados federais eleitos no país
São 513 representantes dos 26 estados e do DF.
Últimos nomes foram definidos nesta segunda-feira (4), no Acre.
Do G1 SP
imprimir Foram definidos nesta segunda-feira (4), após a apuração de todas as urnas no país, os 513 deputados federais eleitos para a próxima legislatura de quatro anos. Veja quem são:
AC
Marcio Bittar (PSDB)
Flaviano Melo (PMDB)
Perpétua Almeida (PC do B)
Gladson Cameli (PP)
Sibá Machado (PT)
Henrique Afonso (PV)
Taumaturgo (PT)
Antonia Lucia (PSC)
AL
Renan Filho (PMDB)
Célia Rocha (PTB)
Rui Palmeira (PSDB)
João Lyra (PTB)
Givaldo Carimbão (PSB)
Rosinha da Adefal (PT do B)
Arthur Lyra (PP)
Joaquim Beltrão (PMDB)
Maurício Quintella Lessa (PR)
AM
Praciano (PT)
Rebecca Garcia (PP)
Átila Lins (PMDB)
Silas Camara (PSC)
Carlos Souza (PP)
Pauderney (DEM)
Sabino Castelo Branco (PTB)
Henrique Oliveira (PR)
AP
Vinicius (PRTB)
Professora Dalva (PT)
Professora Marcivania (PT)
Davi Alcolumbre (PRB)
Fatima Pelaes (PMDB)
Evandro Milhomem (PC do B)
Bala Rocha (PDT)
Luiz Carlos (PSDB)
BA
ACM Neto (DEM)
Lucio Vieira Lima (PMDB)
Rui Costa (PT)
João Leão (PP)
Pelegrino (PT)
Mário Negromonte (PP)
Márcio Marinho (PRB)
Felix Jr (PDT)
Afonso (PT)
Daniel Almeida (PC DO B)
Valmir Assunção (PT)
Antonio Imbassahy (PSDB)
Jutahy Magalhães Júnior (PSDB)
Zézeu (PT)
Edson Pimenta (PC DO B)
Alice Portugal (PC do B)
Waldenor (PT)
Oziel Oliveira (PDT)
Fernando Torres (DEM)
Mauricio Trindade (PR)
Geraldo Simões (PT)
João Bacelar (PR)
Arthur Maia (PMDB)
José Rocha (PR)
Claudio Cajado (DEM)
Sérgio Brito (PSC)
José Nunes (DEM)
Antonio Brito (PTB)
Erivelton Santana (PSC)
Josias Gomes (PT)
Jose Carlos Araujo (PDT)
Marcos Medrado (PDT)
Luiz Argôlo (PP)
Fabio Souto (DEM)
Roberto Britto (PP)
Amauri Teixeira (PT)
Luiz Alberto (PT)
Paulo Magalhães (DEM)
Jânio Natal (PRP)
CE
Domingos Neto (PSB)
Guimarães (PT)
Genecias (PMDB)
Anibal (PMDB)
Edson Silva (PSB)
Artur Bruno (PT)
Joao Ananias (PC do B)
Raimundão (PMDB)
André Figueiredo (PDT)
Mauro Benevides (PMDB)
Arnon Bezerra (PTB)
José Airton (PT)
Danilo Forte (PMDB)
Gorete Pereira (PR)
Vicente Arruda (PR)
Eudes Xavier (PT)
Chico Lopes (PC do B)
Padre Ze (PP)
Ariosto Holanda (PSB)
Balman (PSB)
Raimundo Matos (PSDB)
Mario Feitoza (PMDB)
DF
Reguffe (PDT)
Paulo Tadeu (PT)
Jaqueline Roriz (PMN)
Izalci (PP)
Magela (PT)
Erika Kokay (PT)
Ronaldo Fonseca (PP)
Luiz Pitiman (PMDB)
ES
Audifax (PSB)
Sueli Vidigal (PDT)
Lelo Coimbra (PMDB)
Paulo Foletto (PSB)
Rose de Freitas (PMDB)
Cesar Colnago (PSDB)
Iriny Lopes (PT)
Lauriete (PSC)
Dr. Jorge Silva (PDT)
Manato (PDT)
GO
Dona Iris (PMDB)
Rubens Otoni (PT)
Ronaldo Caiado (DEM)
Flávia Morais (PDT)
Sandro Mabel (PR)
Jovair Arantes (PTB)
João Campos (PSDB)
Armando Vergílio (PMN)
Leandro Vilela (PMDB)
Carlos Alberto Lereia (PSDB)
Roberto Balestra (PP)
Pedro Chaves (PMDB)
Leonardo Vilela (PSDB)
Thiago Peixoto (PMDB)
Sandes Junior (PP)
Vilmar Rocha (DEM)
Heuler Cruvinel (DEM)
MA
Gastão Vieira (PMDB)
Sarney Filho (PV)
Cleber Verde (PRB)
Luciano Moreira (PMDB)
Pedro Fernandes (PTB)
Waldir Maranhão (PP)
Edivaldo Holanda Junior (PTC)
Nice Lobão (DEM)
Alberto Filho (PMDB)
Pedro Novais (PMDB)
Professor Sétimo (PMDB)
Dutra (PT)
Pinto Itamaraty (PSDB)
Carlos Brandão (PSDB)
Zé Vieira (PR)
Ribamar Alves (PSB)
Hélio Santos (PSDB)
Lourival Mendes (PT do B)
MG
Rodrigo de Castro (PSDB)
Lael Varella (DEM)
Weliton Prado (PT)
Eros Biondini (PTB)
Alexandre Silveira (PPS)
Gilmar Machado (PT)
Jaiminho Martins (PR)
Toninho Pinheiro(PP)
Reginaldo Lopes (PT)
Odair Cunha (PT)
Marcus Pestana (PSDB)
Dimas Fabiano (PP)
Domingos Sávio (PSDB)
Leonardo Quintão (PMDB)
Newton Cardoso (PMDB)
Gabriel Guimarães (PT)
Carlaile Pedrosa (PSDB)
Marcio Reinaldo (PP)
Eduardo Azeredo (PSDB)
Eduardo Barbosa (PSDB)
Bernardo Santana (PR)
Antônio Andrade (PMDB)
Bilac Pinto (PR)
Miguel Correa (PT)
Padre Joao (PT)
Zé Silva (PDT)
Lincoln Portela (PR)
Aelton Freitas (PR)
Jô Moraes (PC do B)
Paulo Abi Ackel (PSDB)
Luiz Fernando (PP)
Renzo Braz (PP)
João Magalhães (PMDB)
Narcio (PSDB)
Mario de Oliveira (PSC)
Carlos Melles (DEM)
Fabinho Ramalho (PV)
Marcos Montes (DEM)
Mauro Lopes (PMDB)
George Hilton(PRB)
Paulo Piau (PMDB)
Saraiva Felipe (PMDB)
Diego Andrade (PR)
Antônio Roberto (PV)
Geraldo Thadeu (PPS)
Walter Tosta (PMN)
Leonardo Monteiro (PT)
Aracely de Paula (PR)
Ademir Camilo (PDT)
Julio Delgado (PSB)
Luis Tibe (PT do B)
Jose Humberto (PHS)
Dr. Grilo (PSL)
MS
Giroto (PR)
Reinaldo Azambuja (PSDB)
Vander (PT)
Fabio Trad (PMDB)
Geraldo Resende (PMDB)
Mandetta (DEM)
Marçal Filho (PMDB)
Biffi (PT)
MT
Wellington Fagundes (PR)
Homero Pereira (PT)
Valtenir (PSB)
Carlos Bezerra (PMDB)
Saguas (PT)
Julio Campos (DEM)
Nilson Leitão (PSDB)
Eliene Lima (PP)
PA
Wlad (PMDB)
Elcione (PMDB)
Arnaldo Jordy (PPS)
Priante (PMDB)
Beto Faro (PT)
Zenaldo Coutinho (PSDB)
Zequinha Marinho (PSC)
Lucio Vale (PR)
Nilson Pinto (PSDB)
Miriquinho Batista (PT)
Puty (PT)
Lira Maia (DEM)
Zé Geraldo (PT)
Josué Bengtson (PP)
Giovanni Queiroz (PDT)
Asdrubal (PMDB)
Wandenkolk (PSDB)
PB
Wellington Roberto (PR)
Ruy Carneiro (PSDB)
Manoel Junior (PMDB)
Wilson Filho (PMDB)
Luiz Couto (PT)
Romero Rodrigues (PSDB)
Bejamin Maranhão (PMDB)
Aguinaldo Ribeiro (PP)
Dr. Damião (PDT)
Efraim Filho (DEM)
Hugo Motta (PMDB)
Nilda Gondim (PMDB)
PE
Ana Arraes (PSB)
Eduardo da Fonte (PP)
João Paulo (PT)
Inocêncio Oliveira (PR)
Pastor Eurico (PSB)
Sérgio Guerra (PSDB)
Fernando Filho (PSB)
Mendonça (DEM)
Maurício Rands (PT)
Bruno Araujo (PSDB)
Danilo Cabral (PSB)
Gonzaga Patriota (PSB)
Wolney Queiroz (PDT)
Luciana Santos (PC do B)
Raul Henry (PMDB)
Pedro Eugenio (PT)
Silvio Costa (PTB)
Cadoca (PSC)
Augusto Coutinho (DEM)
José Chaves (PTB)
Jorge Corte Real (PTB)
Fernando Ferro (PT)
Roberto Teixeira (PP)
Anderson Ferreira (PR)
Paulo Rubem (PDT)
PI
Marcelo Castro (PMDB)
Marllos Sampaio (PMDB)
Átila Lira (PSB)
Hugo Napoleão (DEM)
Julio Cesar (DEM)
Assis Carvalho (PT)
Osmar Júnior (PC do B)
Iracema Portela (PP)
Paes Landim (PTB)
Jesus Rodrigues (PT)
PR
Ratinho Junior (PSC)
Hermes Parcianello Frangao (PMDB)
André Vargas (PT)
Alex Canziani (PTB)
Cida Borghetti (PP)
Delegado Francischini (PSDB)
João Arruda (PMDB)
Rubens Bueno (PPS)
Osmar Serraglio (PMDB)
Micheletto (PMDB)
Giacobo (PR)
Hauly (PSDB)
Nelson Meurer (PP)
Takayama (PSC)
Zeca Dirceu (PT)
Angelo Vanhoni (PT)
Dilceu Sperafico (PP)
Alfredo Kaefer (PSDB)
Eduardo Sciarra (DEM)
André Zacharow (PMDB)
Sandro Alex (PPS)
Reinhold Stephanes (PMDB)
Assis do Couto (PT)
Dr. Rosinha (PT)
Cezar Silvestri (PPS)
Lupion (DEM)
Nelson Padovani (PSC)
Edmar Arruda (PSC)
Rosane Ferreira (PV)
Leopoldo Meyer (PSB)
RJ
Garotinho (PR)
Chico Alencar (PSOL)
Leonardo Picciani (PMDB)
Vitor Paulo (PRB)
Eduardo Cunha (PMDB)
Romário (PSB)
Jandira Feghali (PC do B)
Alexandre Cardoso (PSB)
Washington Reis (PMDB)
Alessandro Molon (PT)
Jair Bolsonaro (PP)
Pedro Paulo (PMDB)
Arolde de Oliveira (DEM)
Filipe Pereira (PSC)
Hugo Leal (PSC)
Dr Aluizio (PV)
Rodrigo Maia (DEM)
Luiz Sergio (PT)
Julio Lopes (PP)
Otavio Leite (PSDB)
Stepan Nercessian (PPS)
Andreia Zito (PSDB)
Marcelo Matos (PDT)
Simão Sessim (PP)
Rodrigo Bethlem (PMDB)
Sirkis (PV)
Adrian (PMDB)
Alexandre Santos (PMDB)
Ezequiel (PMDB)
Benedita (PT)
Sergio Zveiter (PDT)
Miro Teixeira (PDT)
Glauber (PSB)
Francisco Floriano (PR)
Edson Santos (PT)
Bittar (PT)
Walney Rocha (PTB)
Dr Adilson Soares (PR)
Zoinho (PR)
Felipe Bornier (PHS)
Neilton Mulim (PR)
Dr Paulo Cesar (PR)
Liliam Sá (PR)
Aureo (PRTB)
Paulo Feijó (PR)
Jean Wyllys (PSOL)
RN
Fatima (PT)
João Maia (PR)
Henrique Eduardo Alves (PMDB)
Fábio Faria (PMN)
Felipe Maia (DEM)
Betinho Rosado (DEM)
Sandra Rosado (PSDB)
Paulo Wagner (PV)
RO
Marinha Raupp (PMDB)
Dr. Mauro Nazif (PSB)
Nilton Capixaba (PTB)
Carlos Magno (PP)
Moreira Mendes (PPS)
Lindomar Garçon (PV)
Padre Ton (PT)
Marcos Rogério (PDT)
RR
Teresa Jucá (PMDB)
Paulo César Quartiero (DEM)
Johnathan de Jesus (PRB)
Edio Lopes (PMDB)
Luciano Castro (PR)
Berinho Bantaim (PSDB)
Raul Lima (PP)
Chico das Verduras (PRP)
RS
Manuela D'Ávila (PC do B)
Beto Albuquerque (PSB)
Luís Carlos Heinze (PP)
Danrlei de Deus Goleiro (PTB)
Pimenta PT (PT)
Henrique Fontana (PT)
Osmar Terra (PMDB)
Covatti (PP)
Marco Maia (PT)
Pepe Vargas (PT)
Perondi (PMDB)
Giovani Cherini (PDT)
José Otávio Germano (PP)
Mendes Ribeiro Filho (PMDB)
Renato Molling (PP)
Marcon (PT)
Ronaldo Zulke (PT)
Afonso Hamm (PP)
Sérgio Moraes (PTB)
Nelson Marchezan Junior (PSDB)
Enio Bacci (PDT)
Elvino Bohn Gass (PT)
Fernando Marroni (PT)
Busato (PTB)
Jerônimo Goergen (PP)
Onyx (DEM)
Alceu Moreira (PMDB)
Vieira da Cunha (PDT)
Assis Melo (PC do B)
Stédile (PSB)
Dr. Alexandre Roso (PSB)
SC
Mauro Mariani (PMDB)
Esperidião Amin (PP)
Paulo Bornhausen (DEM)
João Rodrigues (DEM)
Jorginho Mello (PSDB)
Décio Lima (PT)
Pedro Uczai (PT)
Rogério Mendonça - Peninha (PMDB)
Odacir Zonta (PP)
Marco Tebaldi (PSDB)
Edinho Bez (PMDB)
Celso Maldaner (PMDB)
Onofre Agostini (DEM)
Ronaldo Benedet (PMDB)
Jorge Boeira (PT)
Luci Choinacki (PT)
SE
Valadares Filho (PSB)
Mendonça Prado (DEM)
André Moura (PSC)
Laércio Oliveira (PR)
Almeida Lima (PMDB)
Pastor Heleno (PRB)
Marcio Macedo (PT)
Fabio Reis (PMDB)
SP
Tiririca (PR)
Gabriel Chalita (PSB)
Bruna Furlan (PSDB)
Paulinho da Força (PDT)
João Paulo Cunha (PT)
Jilmar Tatto (PT)
Rodrigo Garcia (DEM)
Emanuel Fernandes (PSDB)
Zarattini (PT)
Luiza Erundina (PSB)
Ota (PSB)
Marco Feliciano (PSC)
Arlindo Chinaglia (PT)
Arnaldo Faria de Sá (PTB)
Ivan Valente (PSOL)
Edson Aparecido (PSDB)
Valdemar Costa Neto (PR)
Márcio França (PSB)
José Anibal (PSDB)
Vaz de Lima (PSDB)
Jorge Tadeu (DEM)
Antonio Bulhões (PRB)
Jonas Donizette (PSB)
Pr Paulo Freire (PR)
Missionário José Olimpio (PP)
Vicente Candido (PT)
Mara Gabrilli (PSDB)
Filippi (PT)
Carlos Sampaio (PSDB)
Janete Pietá (PT)
Vicentinho (PT)
Arnaldo Jardim (PPS)
Ricardo Berzoini (PT)
Thame (PSDB)
José Mentor (PT)
Dimas Ramalho (PPS)
Tripoli (PSDB)
Paulo Teixeira (PT)
Carlinhos Almeida (PT)
Aldo Rebelo (PC do B)
Vaccarezza (PT)
Milton Monti (PR)
Luiz Fernando Machado (PSDB)
Devanir Ribeiro (PT)
Duarte Nogueira (PSDB)
Eli Correa Filho (DEM)
Roberto Freire (PPS)
Nelson Marquezelli (PTB)
Jefferson Campos (PSB)
Dib (PSDB)
Julio Semeghini (PSDB)
Junji Abe (DEM)
Alexandre Leite (DEM)
Guilherme Campos (DEM)
Newton Lima Neto (PT)
Edinho Araujo (PMDB)
Marcelo Aguiar (PSC)
Guilherme Mussi (PV)
Otoniel Lima (PRB)
Delegado Protógenes (PC do B)
Vanderlei Siraque (PT)
Ricardo Izar (PV)
Aline Correa (PP)
Penna (PV)
Abelardo Camarinha (PSB)
Roberto De Lucena (PV)
João Dado (PDT)
Roberto Santiago (PV)
Dr. Sinval Malheiros (PV)
Salvador Zimbaldi (PDT)
TO
Júnior Coimbra (PMDB)
Eduardo Gomes (PSDB)
Agnolin (PDT)
Lázaro Botelho (PP)
César Halum (PPS)
Laurez Moreira (PSB)
Irajá Abreu (DEM)
Professora Dorinha (DEM)
São 513 representantes dos 26 estados e do DF.
Últimos nomes foram definidos nesta segunda-feira (4), no Acre.
Do G1 SP
imprimir Foram definidos nesta segunda-feira (4), após a apuração de todas as urnas no país, os 513 deputados federais eleitos para a próxima legislatura de quatro anos. Veja quem são:
AC
Marcio Bittar (PSDB)
Flaviano Melo (PMDB)
Perpétua Almeida (PC do B)
Gladson Cameli (PP)
Sibá Machado (PT)
Henrique Afonso (PV)
Taumaturgo (PT)
Antonia Lucia (PSC)
AL
Renan Filho (PMDB)
Célia Rocha (PTB)
Rui Palmeira (PSDB)
João Lyra (PTB)
Givaldo Carimbão (PSB)
Rosinha da Adefal (PT do B)
Arthur Lyra (PP)
Joaquim Beltrão (PMDB)
Maurício Quintella Lessa (PR)
AM
Praciano (PT)
Rebecca Garcia (PP)
Átila Lins (PMDB)
Silas Camara (PSC)
Carlos Souza (PP)
Pauderney (DEM)
Sabino Castelo Branco (PTB)
Henrique Oliveira (PR)
AP
Vinicius (PRTB)
Professora Dalva (PT)
Professora Marcivania (PT)
Davi Alcolumbre (PRB)
Fatima Pelaes (PMDB)
Evandro Milhomem (PC do B)
Bala Rocha (PDT)
Luiz Carlos (PSDB)
BA
ACM Neto (DEM)
Lucio Vieira Lima (PMDB)
Rui Costa (PT)
João Leão (PP)
Pelegrino (PT)
Mário Negromonte (PP)
Márcio Marinho (PRB)
Felix Jr (PDT)
Afonso (PT)
Daniel Almeida (PC DO B)
Valmir Assunção (PT)
Antonio Imbassahy (PSDB)
Jutahy Magalhães Júnior (PSDB)
Zézeu (PT)
Edson Pimenta (PC DO B)
Alice Portugal (PC do B)
Waldenor (PT)
Oziel Oliveira (PDT)
Fernando Torres (DEM)
Mauricio Trindade (PR)
Geraldo Simões (PT)
João Bacelar (PR)
Arthur Maia (PMDB)
José Rocha (PR)
Claudio Cajado (DEM)
Sérgio Brito (PSC)
José Nunes (DEM)
Antonio Brito (PTB)
Erivelton Santana (PSC)
Josias Gomes (PT)
Jose Carlos Araujo (PDT)
Marcos Medrado (PDT)
Luiz Argôlo (PP)
Fabio Souto (DEM)
Roberto Britto (PP)
Amauri Teixeira (PT)
Luiz Alberto (PT)
Paulo Magalhães (DEM)
Jânio Natal (PRP)
CE
Domingos Neto (PSB)
Guimarães (PT)
Genecias (PMDB)
Anibal (PMDB)
Edson Silva (PSB)
Artur Bruno (PT)
Joao Ananias (PC do B)
Raimundão (PMDB)
André Figueiredo (PDT)
Mauro Benevides (PMDB)
Arnon Bezerra (PTB)
José Airton (PT)
Danilo Forte (PMDB)
Gorete Pereira (PR)
Vicente Arruda (PR)
Eudes Xavier (PT)
Chico Lopes (PC do B)
Padre Ze (PP)
Ariosto Holanda (PSB)
Balman (PSB)
Raimundo Matos (PSDB)
Mario Feitoza (PMDB)
DF
Reguffe (PDT)
Paulo Tadeu (PT)
Jaqueline Roriz (PMN)
Izalci (PP)
Magela (PT)
Erika Kokay (PT)
Ronaldo Fonseca (PP)
Luiz Pitiman (PMDB)
ES
Audifax (PSB)
Sueli Vidigal (PDT)
Lelo Coimbra (PMDB)
Paulo Foletto (PSB)
Rose de Freitas (PMDB)
Cesar Colnago (PSDB)
Iriny Lopes (PT)
Lauriete (PSC)
Dr. Jorge Silva (PDT)
Manato (PDT)
GO
Dona Iris (PMDB)
Rubens Otoni (PT)
Ronaldo Caiado (DEM)
Flávia Morais (PDT)
Sandro Mabel (PR)
Jovair Arantes (PTB)
João Campos (PSDB)
Armando Vergílio (PMN)
Leandro Vilela (PMDB)
Carlos Alberto Lereia (PSDB)
Roberto Balestra (PP)
Pedro Chaves (PMDB)
Leonardo Vilela (PSDB)
Thiago Peixoto (PMDB)
Sandes Junior (PP)
Vilmar Rocha (DEM)
Heuler Cruvinel (DEM)
MA
Gastão Vieira (PMDB)
Sarney Filho (PV)
Cleber Verde (PRB)
Luciano Moreira (PMDB)
Pedro Fernandes (PTB)
Waldir Maranhão (PP)
Edivaldo Holanda Junior (PTC)
Nice Lobão (DEM)
Alberto Filho (PMDB)
Pedro Novais (PMDB)
Professor Sétimo (PMDB)
Dutra (PT)
Pinto Itamaraty (PSDB)
Carlos Brandão (PSDB)
Zé Vieira (PR)
Ribamar Alves (PSB)
Hélio Santos (PSDB)
Lourival Mendes (PT do B)
MG
Rodrigo de Castro (PSDB)
Lael Varella (DEM)
Weliton Prado (PT)
Eros Biondini (PTB)
Alexandre Silveira (PPS)
Gilmar Machado (PT)
Jaiminho Martins (PR)
Toninho Pinheiro(PP)
Reginaldo Lopes (PT)
Odair Cunha (PT)
Marcus Pestana (PSDB)
Dimas Fabiano (PP)
Domingos Sávio (PSDB)
Leonardo Quintão (PMDB)
Newton Cardoso (PMDB)
Gabriel Guimarães (PT)
Carlaile Pedrosa (PSDB)
Marcio Reinaldo (PP)
Eduardo Azeredo (PSDB)
Eduardo Barbosa (PSDB)
Bernardo Santana (PR)
Antônio Andrade (PMDB)
Bilac Pinto (PR)
Miguel Correa (PT)
Padre Joao (PT)
Zé Silva (PDT)
Lincoln Portela (PR)
Aelton Freitas (PR)
Jô Moraes (PC do B)
Paulo Abi Ackel (PSDB)
Luiz Fernando (PP)
Renzo Braz (PP)
João Magalhães (PMDB)
Narcio (PSDB)
Mario de Oliveira (PSC)
Carlos Melles (DEM)
Fabinho Ramalho (PV)
Marcos Montes (DEM)
Mauro Lopes (PMDB)
George Hilton(PRB)
Paulo Piau (PMDB)
Saraiva Felipe (PMDB)
Diego Andrade (PR)
Antônio Roberto (PV)
Geraldo Thadeu (PPS)
Walter Tosta (PMN)
Leonardo Monteiro (PT)
Aracely de Paula (PR)
Ademir Camilo (PDT)
Julio Delgado (PSB)
Luis Tibe (PT do B)
Jose Humberto (PHS)
Dr. Grilo (PSL)
MS
Giroto (PR)
Reinaldo Azambuja (PSDB)
Vander (PT)
Fabio Trad (PMDB)
Geraldo Resende (PMDB)
Mandetta (DEM)
Marçal Filho (PMDB)
Biffi (PT)
MT
Wellington Fagundes (PR)
Homero Pereira (PT)
Valtenir (PSB)
Carlos Bezerra (PMDB)
Saguas (PT)
Julio Campos (DEM)
Nilson Leitão (PSDB)
Eliene Lima (PP)
PA
Wlad (PMDB)
Elcione (PMDB)
Arnaldo Jordy (PPS)
Priante (PMDB)
Beto Faro (PT)
Zenaldo Coutinho (PSDB)
Zequinha Marinho (PSC)
Lucio Vale (PR)
Nilson Pinto (PSDB)
Miriquinho Batista (PT)
Puty (PT)
Lira Maia (DEM)
Zé Geraldo (PT)
Josué Bengtson (PP)
Giovanni Queiroz (PDT)
Asdrubal (PMDB)
Wandenkolk (PSDB)
PB
Wellington Roberto (PR)
Ruy Carneiro (PSDB)
Manoel Junior (PMDB)
Wilson Filho (PMDB)
Luiz Couto (PT)
Romero Rodrigues (PSDB)
Bejamin Maranhão (PMDB)
Aguinaldo Ribeiro (PP)
Dr. Damião (PDT)
Efraim Filho (DEM)
Hugo Motta (PMDB)
Nilda Gondim (PMDB)
PE
Ana Arraes (PSB)
Eduardo da Fonte (PP)
João Paulo (PT)
Inocêncio Oliveira (PR)
Pastor Eurico (PSB)
Sérgio Guerra (PSDB)
Fernando Filho (PSB)
Mendonça (DEM)
Maurício Rands (PT)
Bruno Araujo (PSDB)
Danilo Cabral (PSB)
Gonzaga Patriota (PSB)
Wolney Queiroz (PDT)
Luciana Santos (PC do B)
Raul Henry (PMDB)
Pedro Eugenio (PT)
Silvio Costa (PTB)
Cadoca (PSC)
Augusto Coutinho (DEM)
José Chaves (PTB)
Jorge Corte Real (PTB)
Fernando Ferro (PT)
Roberto Teixeira (PP)
Anderson Ferreira (PR)
Paulo Rubem (PDT)
PI
Marcelo Castro (PMDB)
Marllos Sampaio (PMDB)
Átila Lira (PSB)
Hugo Napoleão (DEM)
Julio Cesar (DEM)
Assis Carvalho (PT)
Osmar Júnior (PC do B)
Iracema Portela (PP)
Paes Landim (PTB)
Jesus Rodrigues (PT)
PR
Ratinho Junior (PSC)
Hermes Parcianello Frangao (PMDB)
André Vargas (PT)
Alex Canziani (PTB)
Cida Borghetti (PP)
Delegado Francischini (PSDB)
João Arruda (PMDB)
Rubens Bueno (PPS)
Osmar Serraglio (PMDB)
Micheletto (PMDB)
Giacobo (PR)
Hauly (PSDB)
Nelson Meurer (PP)
Takayama (PSC)
Zeca Dirceu (PT)
Angelo Vanhoni (PT)
Dilceu Sperafico (PP)
Alfredo Kaefer (PSDB)
Eduardo Sciarra (DEM)
André Zacharow (PMDB)
Sandro Alex (PPS)
Reinhold Stephanes (PMDB)
Assis do Couto (PT)
Dr. Rosinha (PT)
Cezar Silvestri (PPS)
Lupion (DEM)
Nelson Padovani (PSC)
Edmar Arruda (PSC)
Rosane Ferreira (PV)
Leopoldo Meyer (PSB)
RJ
Garotinho (PR)
Chico Alencar (PSOL)
Leonardo Picciani (PMDB)
Vitor Paulo (PRB)
Eduardo Cunha (PMDB)
Romário (PSB)
Jandira Feghali (PC do B)
Alexandre Cardoso (PSB)
Washington Reis (PMDB)
Alessandro Molon (PT)
Jair Bolsonaro (PP)
Pedro Paulo (PMDB)
Arolde de Oliveira (DEM)
Filipe Pereira (PSC)
Hugo Leal (PSC)
Dr Aluizio (PV)
Rodrigo Maia (DEM)
Luiz Sergio (PT)
Julio Lopes (PP)
Otavio Leite (PSDB)
Stepan Nercessian (PPS)
Andreia Zito (PSDB)
Marcelo Matos (PDT)
Simão Sessim (PP)
Rodrigo Bethlem (PMDB)
Sirkis (PV)
Adrian (PMDB)
Alexandre Santos (PMDB)
Ezequiel (PMDB)
Benedita (PT)
Sergio Zveiter (PDT)
Miro Teixeira (PDT)
Glauber (PSB)
Francisco Floriano (PR)
Edson Santos (PT)
Bittar (PT)
Walney Rocha (PTB)
Dr Adilson Soares (PR)
Zoinho (PR)
Felipe Bornier (PHS)
Neilton Mulim (PR)
Dr Paulo Cesar (PR)
Liliam Sá (PR)
Aureo (PRTB)
Paulo Feijó (PR)
Jean Wyllys (PSOL)
RN
Fatima (PT)
João Maia (PR)
Henrique Eduardo Alves (PMDB)
Fábio Faria (PMN)
Felipe Maia (DEM)
Betinho Rosado (DEM)
Sandra Rosado (PSDB)
Paulo Wagner (PV)
RO
Marinha Raupp (PMDB)
Dr. Mauro Nazif (PSB)
Nilton Capixaba (PTB)
Carlos Magno (PP)
Moreira Mendes (PPS)
Lindomar Garçon (PV)
Padre Ton (PT)
Marcos Rogério (PDT)
RR
Teresa Jucá (PMDB)
Paulo César Quartiero (DEM)
Johnathan de Jesus (PRB)
Edio Lopes (PMDB)
Luciano Castro (PR)
Berinho Bantaim (PSDB)
Raul Lima (PP)
Chico das Verduras (PRP)
RS
Manuela D'Ávila (PC do B)
Beto Albuquerque (PSB)
Luís Carlos Heinze (PP)
Danrlei de Deus Goleiro (PTB)
Pimenta PT (PT)
Henrique Fontana (PT)
Osmar Terra (PMDB)
Covatti (PP)
Marco Maia (PT)
Pepe Vargas (PT)
Perondi (PMDB)
Giovani Cherini (PDT)
José Otávio Germano (PP)
Mendes Ribeiro Filho (PMDB)
Renato Molling (PP)
Marcon (PT)
Ronaldo Zulke (PT)
Afonso Hamm (PP)
Sérgio Moraes (PTB)
Nelson Marchezan Junior (PSDB)
Enio Bacci (PDT)
Elvino Bohn Gass (PT)
Fernando Marroni (PT)
Busato (PTB)
Jerônimo Goergen (PP)
Onyx (DEM)
Alceu Moreira (PMDB)
Vieira da Cunha (PDT)
Assis Melo (PC do B)
Stédile (PSB)
Dr. Alexandre Roso (PSB)
SC
Mauro Mariani (PMDB)
Esperidião Amin (PP)
Paulo Bornhausen (DEM)
João Rodrigues (DEM)
Jorginho Mello (PSDB)
Décio Lima (PT)
Pedro Uczai (PT)
Rogério Mendonça - Peninha (PMDB)
Odacir Zonta (PP)
Marco Tebaldi (PSDB)
Edinho Bez (PMDB)
Celso Maldaner (PMDB)
Onofre Agostini (DEM)
Ronaldo Benedet (PMDB)
Jorge Boeira (PT)
Luci Choinacki (PT)
SE
Valadares Filho (PSB)
Mendonça Prado (DEM)
André Moura (PSC)
Laércio Oliveira (PR)
Almeida Lima (PMDB)
Pastor Heleno (PRB)
Marcio Macedo (PT)
Fabio Reis (PMDB)
SP
Tiririca (PR)
Gabriel Chalita (PSB)
Bruna Furlan (PSDB)
Paulinho da Força (PDT)
João Paulo Cunha (PT)
Jilmar Tatto (PT)
Rodrigo Garcia (DEM)
Emanuel Fernandes (PSDB)
Zarattini (PT)
Luiza Erundina (PSB)
Ota (PSB)
Marco Feliciano (PSC)
Arlindo Chinaglia (PT)
Arnaldo Faria de Sá (PTB)
Ivan Valente (PSOL)
Edson Aparecido (PSDB)
Valdemar Costa Neto (PR)
Márcio França (PSB)
José Anibal (PSDB)
Vaz de Lima (PSDB)
Jorge Tadeu (DEM)
Antonio Bulhões (PRB)
Jonas Donizette (PSB)
Pr Paulo Freire (PR)
Missionário José Olimpio (PP)
Vicente Candido (PT)
Mara Gabrilli (PSDB)
Filippi (PT)
Carlos Sampaio (PSDB)
Janete Pietá (PT)
Vicentinho (PT)
Arnaldo Jardim (PPS)
Ricardo Berzoini (PT)
Thame (PSDB)
José Mentor (PT)
Dimas Ramalho (PPS)
Tripoli (PSDB)
Paulo Teixeira (PT)
Carlinhos Almeida (PT)
Aldo Rebelo (PC do B)
Vaccarezza (PT)
Milton Monti (PR)
Luiz Fernando Machado (PSDB)
Devanir Ribeiro (PT)
Duarte Nogueira (PSDB)
Eli Correa Filho (DEM)
Roberto Freire (PPS)
Nelson Marquezelli (PTB)
Jefferson Campos (PSB)
Dib (PSDB)
Julio Semeghini (PSDB)
Junji Abe (DEM)
Alexandre Leite (DEM)
Guilherme Campos (DEM)
Newton Lima Neto (PT)
Edinho Araujo (PMDB)
Marcelo Aguiar (PSC)
Guilherme Mussi (PV)
Otoniel Lima (PRB)
Delegado Protógenes (PC do B)
Vanderlei Siraque (PT)
Ricardo Izar (PV)
Aline Correa (PP)
Penna (PV)
Abelardo Camarinha (PSB)
Roberto De Lucena (PV)
João Dado (PDT)
Roberto Santiago (PV)
Dr. Sinval Malheiros (PV)
Salvador Zimbaldi (PDT)
TO
Júnior Coimbra (PMDB)
Eduardo Gomes (PSDB)
Agnolin (PDT)
Lázaro Botelho (PP)
César Halum (PPS)
Laurez Moreira (PSB)
Irajá Abreu (DEM)
Professora Dorinha (DEM)

Deputados de Centro-Oeste, Norte e Nordeste ampliam espaço no PT
Eleição para Câmara reforça tendência desde a redemocratização.
Deputados de áreas mais dependentes da União engrossam governismo.
Thiago Guimarães
Do G1, em São Paulo
A eleição do último domingo (3) para a Câmara dos Deputados reforçou tendência verificada desde a redemocratização no país: partidos que estão no poder passam a incorporar gradualmente às suas bancadas congressistas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Isso ocorre, afirma o economista político Alexandre Marinis, sócio da consultoria Mosaico, porque essas regiões reúnem localidades mais dependentes de verbas do governo federal, e seus parlamentares têm maior tendência à migração rumo a siglas governistas.
Em 1990, por exemplo, segundo dados compilados por Marinis, apenas 23% da bancada do PT na Câmara era formada por representantes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O índice passou a 47% na eleição de domingo.
saiba mais
Veja a lista com todos os deputados federais eleitos no paísSaiba a nova composição da CâmaraConfira quem são o mais velho e o mais novo deputado federal O mesmo ocorreu com o PSDB quando o partido governou o país, de 1995 a 2002. Em 1990, 37% da bancada tucana na Câmara era formada por congressistas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, índice que estava em 54% em 2002, último ano do partido no Planalto. A sigla deixou o poder, e o índice ficou em 43% na eleição de domingo.
"A eleição reforça a ideia de que regiões mais dependentes do governo federal tendem a ampliar sua parcela nos partidos que estão no poder", afirma Marinis.
No caso do PMDB e do DEM, principais aliados do PT e do PSDB, respectivamente, tratam-se de legendas que tradicionalmente têm grande participação de congressistas das regiões Norte e Nordeste, diz Marinis.
O DEM, que perdeu 22 deputados na eleição do último domingo, reduzindo sua bancada de 65 para 43 congressistas, tende a reforçar ainda mais seu "núcleo original" nos próximos pleitos, diz o economista político, com aumento da participação de deputados dessas regiões. O PMDB também registrou aumento na participação de deputados das regiões N, NE e CO, passando de 53% a 58% desde 2006.
Terra natal de Tiririca não encontra registro de sua alfabetização
Matrícula do deputado mais votado não é achada nos colégios mais antigos.
No título de eleitor, tirado no Ceará, ele declara ter ensino fundamental.
Roney Domingos
Do G1 SP, em Itapipoca (CE)
Eleito deputado federal por São Paulo com 1,35 milhão de votos, mas ameaçado de ficar sem a vaga em razão da suspeita de ser analfabeto e de ter fraudado sua declaração de escolaridade, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, de 45 anos, é uma celebridade nas ruas de Itapipoca, mas é difícil encontrar na cidade quem se lembre dele no banco escolar. O G1 conversou nesta semana com diretores dos quatro colégios mais antigos da cidade, o Anastácio Alves Braga, o Joaquim Magalhães, o Murilo Cerpa e o Monsenhor Tabosa, que não encontraram documentos sobre a vida escolar do deputado que mais recebeu votos no Brasil. A reportagem falou também com amigos e com o prefeito da cidade natal do humorista.
saiba mais
Veja galeria de imagens e personagens de ItapipocaTiririca pode ter que passar por prova de leitura e ditado, diz procuradoriaJustiça aceita denúncia contra Tiririca por suspeita de analfabetismoApós votação recorde em SP, Tiririca viaja para o Ceará para descansarTiririca desembarcou em Fortaleza no próprio domingo (3), pouco após a votação se encerrar, para descansar da campanha e se afastar da polêmica em torno de sua escolaridade.
Ele é alvo de duas representações na Justiça. Uma delas já foi aceita pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, que deu prazo de dez dias para que a defesa de Tiririca se manifeste. Nesta representação, o promotor afirma que Tiririca é analfabeto, o que descumpre uma exigência constitucional para aqueles que pretendem ocupar cargos eletivos. A outra tem relação com a possibilidade de o candidato ter falsificado a declaração de próprio punho entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O documento é um substituto para comprovante de alfabetização.
Coordenadora do colégio Anastácio Alves Braga, fundado em 1938, Maria Esmeralda Montenegro Alves, de 72 anos, destacou, a pedido da imprensa, um funcionário para tentar localizar Tiririca nos registros. "Fizemos uma investigação no arquivo morto, no diário de classe e no livro de matrículas, mas não encontramos nada", disse na tarde desta sexta-feira (8). A busca foi feita durante três dias. "Eu conheço ele de nome, mas lembrar que ele estudava aqui eu não lembro porque é tanta criança que passa pelas nossas mãos. Pode ser que a gente chamasse ele pelo nome, mas Everardo são muitos." Ela disse ainda que só voltará a fazer nova pesquisa se houver uma solicitação formal.
Itamar Marques, de 31 anos, diretor do colégio Joaquim Magalhães, que existe desde 1945, afirmou que lá também não há registros sobre Tiririca. "Já fizemos essa pesquisa e não detectamos nada." Tiririca também não passou pelo Murilo Cerpa, fundado em 1975. "Não há nos arquivos o nome dele", disse a diretora Maria Lucivanda Soares, de 40 anos. A diretoria do colégio Monsenhor Tabosa, fundado há 43 anos e afastado do centro, também disse não ter registro da matrícula de Tiririca.
Fora esses quatro colégios, a cidade tem escolas fundadas apenas após o candidato completar a idade referente ao ensino fundamental.
Consultada pelo G1, a Secretaria Estadual de Educação do Ceará disse que não pode divulgar nenhum dado, a não ser a pedido do aluno.
Apesar da falta de registros oficiais, não é possível garantir que Tiririca não tenha estudado, já que grande parte das crianças da periferia se preparava em casa antes de ingressar na escola formal. E ele vivia de forma itinerante com a família entre os bairros Picos, Jenipapo e Olho D'Água, na periferia pobre da cidade. Moradores dos bairros onde Tiririca viveu reforçam a possibilidade de ele ter tomado aulas de ensino fundamental em casas particulares.
Quem dava aula nestes locais era a professora Ana Isa Ávila de Braga, que hoje tem 78 anos. Ela disse ao G1, no entanto, não se lembrar nem ter registros que possam comprovar a presença dele nas aulas.
"Fui professora de 1948 até 1977, no Jenipapo, no Circo Operário. Eu só sei do Tiririca na televisão. Nunca conversei pessoalmente com ele. E eu conheço todos os meus alunos, como o José Dário, o filho do Sebastião Matias... Se ele tivesse sido meu aluno, eu recordava. Daqui deste bairro, só existia eu e depois a minha irmã, que também não lembra de ter dado aula para ele", afirmou.
A certidão de nascimento de Tiririca, registrada em 1982, quando ele já tinha 17 anos, informa que o hoje deputado federal nasceu em 1965. O documento tem a assinatura do pai de Tiririca, Fernando Oliveira Silva, uma letra elogiada pela tabeliã Amélia Souza Frota.
Ela disse que, na época, era comum em Itapipoca que os pais deixassem para registrar os filhos na adolescência e isso não impedia que tivessem vida escolar. No título de eleitor de Tiririca, registrado em Canindé, cidade vizinha a Itapipoca, e transferido em 2009 para São Paulo, o humorista declarou ter o ensino fundamental completo e colocou como ocupação "ator e diretor de espetáculos públicos".
O ex-prefeito de Itapipoca Paulo Maciel, de 73 anos, lembra que o pai de Tiririca, Fernando Oliveira Silva, ensinou o hoje deputado federal a trabalhar no circo. A mãe do humorista, Maria Alice da Silva, também atuava. Tiririca ajudava os políticos da época a atrair eleitores para comícios, com piadas fortes. "Eles eram uma família muito pobre, passavam até fome, porque o dinheiro do circo não dava. E a gente procurava ajudar." Quando não estava no circo, a família ficava em frente à prefeitura em busca de oportunidades de pequenos trabalhos ou de acesso ao cafezinho do expediente.
Menino-cachorro
O circo mambembe da família de Tiririca era ainda alvo de espectadores insatisfeitos com as bricandeiras. "Chamavam para ver o menino que virava cachorro. Aí aparecia o Tiririca com um cachorro pequeno na mão e virava o bicho. Às vezes chamavam para ver a mulher que virava peixe e aí a mãe do Tiririca aparecia com um peixe na frigideira. O povo quebrava tudo", lembrou.
Franciné Rodrigues de Souza, de 41 anos, que disse ser primo distante de Tiririca, lembrou que o circo de Tiririca ficava no bairro Boa Vista ao lado do estádio e no terreno onde hoje funciona o colégio Paraíso do Saber. "Tinha um espaço ali. O circo era ali". Tiririca estava sempre mudando de lugar. "Ele morou também no bairro Ladeira, depois morou entre os bairros Picos e Jenipapo", disse.
Morador nos Picos, bairro da periferia da cidade conhecido por este nome por causa das montanhas pontiagudas de mata agreste, o pastor de cabras José Américo de Lima Teixeira, o Miudinho, de 67 anos, disse que jogava bola com Tiririca perto da estação de trem. "Ele sempre morou nos Picos, mas sempre estava no centro de Itapipoca", afirmou.
Morador em Itapipoca desde que nasceu, Flávio Muniz, de 53 anos, disse que ouviu de um antigo contador de histórias de Itapipoca, seu Jerônimo, morto há cinco anos, que Tiririca estudou com Ana Braga e seu pai, Chico Braga, no bairro Jenipapo.
Mistério
O prefeito de Itapipoca, João Barroso (PSDB), disse ao G1 que conversou com Tiririca "apenas por telefone" após as eleições. Disse que não hospedou o humorista em sua casa e também não sabe do paradeiro dele. Barroso quer fazer uma homenagem ao humorista e chamá-lo para inaugurar um circo-escola em construção, mas antes espera que baixe a poeira sobre a escolaridade do conterrâneo.
Paulo Maciel Filho, amigo de infância de Tiririca e dono da pousada Gaivota, na Praia da Baleia, contou que Tiririca já teve dias de descanso na praia algumas vezes. Afirmou, no entanto, que ele também não esteve por lá depois de eleito. "Se ele estivesse eu saberia, porque ela adora bater bola com o pessoal na praia", afirmou.
Com votos suficientes para se eleger prefeito de Itapipoca por 43 vezes (caso isso fosse possível), Tiririca aquece as esperanças de que a cidade ganhe força na Câmara dos Deputados. "Ele é deputado por São Paulo, mas pode dar uma forcinha à bancada do Ceará", disse o prefeito João Barroso.
Já inseridos na polêmica, os itapipoquenses se revoltam com a possibilidade de Tiririca ficar fora da Câmara. Para Flávio Muniz, mesmo que seja analfabeto, Tiririca tem direito a ser eleito, uma vez que ele sempre votou. "O que prova é o papel. Se ele fosse analfabeto, não votava. Se ele tem direito de votar, tem direito de ser eleito", afirmou Flávio Muniz.
Matrícula do deputado mais votado não é achada nos colégios mais antigos.
No título de eleitor, tirado no Ceará, ele declara ter ensino fundamental.
Roney Domingos
Do G1 SP, em Itapipoca (CE)
Eleito deputado federal por São Paulo com 1,35 milhão de votos, mas ameaçado de ficar sem a vaga em razão da suspeita de ser analfabeto e de ter fraudado sua declaração de escolaridade, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, de 45 anos, é uma celebridade nas ruas de Itapipoca, mas é difícil encontrar na cidade quem se lembre dele no banco escolar. O G1 conversou nesta semana com diretores dos quatro colégios mais antigos da cidade, o Anastácio Alves Braga, o Joaquim Magalhães, o Murilo Cerpa e o Monsenhor Tabosa, que não encontraram documentos sobre a vida escolar do deputado que mais recebeu votos no Brasil. A reportagem falou também com amigos e com o prefeito da cidade natal do humorista.
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Veja galeria de imagens e personagens de ItapipocaTiririca pode ter que passar por prova de leitura e ditado, diz procuradoriaJustiça aceita denúncia contra Tiririca por suspeita de analfabetismoApós votação recorde em SP, Tiririca viaja para o Ceará para descansarTiririca desembarcou em Fortaleza no próprio domingo (3), pouco após a votação se encerrar, para descansar da campanha e se afastar da polêmica em torno de sua escolaridade.
Ele é alvo de duas representações na Justiça. Uma delas já foi aceita pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, que deu prazo de dez dias para que a defesa de Tiririca se manifeste. Nesta representação, o promotor afirma que Tiririca é analfabeto, o que descumpre uma exigência constitucional para aqueles que pretendem ocupar cargos eletivos. A outra tem relação com a possibilidade de o candidato ter falsificado a declaração de próprio punho entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O documento é um substituto para comprovante de alfabetização.
Coordenadora do colégio Anastácio Alves Braga, fundado em 1938, Maria Esmeralda Montenegro Alves, de 72 anos, destacou, a pedido da imprensa, um funcionário para tentar localizar Tiririca nos registros. "Fizemos uma investigação no arquivo morto, no diário de classe e no livro de matrículas, mas não encontramos nada", disse na tarde desta sexta-feira (8). A busca foi feita durante três dias. "Eu conheço ele de nome, mas lembrar que ele estudava aqui eu não lembro porque é tanta criança que passa pelas nossas mãos. Pode ser que a gente chamasse ele pelo nome, mas Everardo são muitos." Ela disse ainda que só voltará a fazer nova pesquisa se houver uma solicitação formal.
Itamar Marques, de 31 anos, diretor do colégio Joaquim Magalhães, que existe desde 1945, afirmou que lá também não há registros sobre Tiririca. "Já fizemos essa pesquisa e não detectamos nada." Tiririca também não passou pelo Murilo Cerpa, fundado em 1975. "Não há nos arquivos o nome dele", disse a diretora Maria Lucivanda Soares, de 40 anos. A diretoria do colégio Monsenhor Tabosa, fundado há 43 anos e afastado do centro, também disse não ter registro da matrícula de Tiririca.
Fora esses quatro colégios, a cidade tem escolas fundadas apenas após o candidato completar a idade referente ao ensino fundamental.
Consultada pelo G1, a Secretaria Estadual de Educação do Ceará disse que não pode divulgar nenhum dado, a não ser a pedido do aluno.
Apesar da falta de registros oficiais, não é possível garantir que Tiririca não tenha estudado, já que grande parte das crianças da periferia se preparava em casa antes de ingressar na escola formal. E ele vivia de forma itinerante com a família entre os bairros Picos, Jenipapo e Olho D'Água, na periferia pobre da cidade. Moradores dos bairros onde Tiririca viveu reforçam a possibilidade de ele ter tomado aulas de ensino fundamental em casas particulares.
Quem dava aula nestes locais era a professora Ana Isa Ávila de Braga, que hoje tem 78 anos. Ela disse ao G1, no entanto, não se lembrar nem ter registros que possam comprovar a presença dele nas aulas.
"Fui professora de 1948 até 1977, no Jenipapo, no Circo Operário. Eu só sei do Tiririca na televisão. Nunca conversei pessoalmente com ele. E eu conheço todos os meus alunos, como o José Dário, o filho do Sebastião Matias... Se ele tivesse sido meu aluno, eu recordava. Daqui deste bairro, só existia eu e depois a minha irmã, que também não lembra de ter dado aula para ele", afirmou.
A certidão de nascimento de Tiririca, registrada em 1982, quando ele já tinha 17 anos, informa que o hoje deputado federal nasceu em 1965. O documento tem a assinatura do pai de Tiririca, Fernando Oliveira Silva, uma letra elogiada pela tabeliã Amélia Souza Frota.
Ela disse que, na época, era comum em Itapipoca que os pais deixassem para registrar os filhos na adolescência e isso não impedia que tivessem vida escolar. No título de eleitor de Tiririca, registrado em Canindé, cidade vizinha a Itapipoca, e transferido em 2009 para São Paulo, o humorista declarou ter o ensino fundamental completo e colocou como ocupação "ator e diretor de espetáculos públicos".
O ex-prefeito de Itapipoca Paulo Maciel, de 73 anos, lembra que o pai de Tiririca, Fernando Oliveira Silva, ensinou o hoje deputado federal a trabalhar no circo. A mãe do humorista, Maria Alice da Silva, também atuava. Tiririca ajudava os políticos da época a atrair eleitores para comícios, com piadas fortes. "Eles eram uma família muito pobre, passavam até fome, porque o dinheiro do circo não dava. E a gente procurava ajudar." Quando não estava no circo, a família ficava em frente à prefeitura em busca de oportunidades de pequenos trabalhos ou de acesso ao cafezinho do expediente.
Menino-cachorro
O circo mambembe da família de Tiririca era ainda alvo de espectadores insatisfeitos com as bricandeiras. "Chamavam para ver o menino que virava cachorro. Aí aparecia o Tiririca com um cachorro pequeno na mão e virava o bicho. Às vezes chamavam para ver a mulher que virava peixe e aí a mãe do Tiririca aparecia com um peixe na frigideira. O povo quebrava tudo", lembrou.
Franciné Rodrigues de Souza, de 41 anos, que disse ser primo distante de Tiririca, lembrou que o circo de Tiririca ficava no bairro Boa Vista ao lado do estádio e no terreno onde hoje funciona o colégio Paraíso do Saber. "Tinha um espaço ali. O circo era ali". Tiririca estava sempre mudando de lugar. "Ele morou também no bairro Ladeira, depois morou entre os bairros Picos e Jenipapo", disse.
Morador nos Picos, bairro da periferia da cidade conhecido por este nome por causa das montanhas pontiagudas de mata agreste, o pastor de cabras José Américo de Lima Teixeira, o Miudinho, de 67 anos, disse que jogava bola com Tiririca perto da estação de trem. "Ele sempre morou nos Picos, mas sempre estava no centro de Itapipoca", afirmou.
Morador em Itapipoca desde que nasceu, Flávio Muniz, de 53 anos, disse que ouviu de um antigo contador de histórias de Itapipoca, seu Jerônimo, morto há cinco anos, que Tiririca estudou com Ana Braga e seu pai, Chico Braga, no bairro Jenipapo.
Mistério
O prefeito de Itapipoca, João Barroso (PSDB), disse ao G1 que conversou com Tiririca "apenas por telefone" após as eleições. Disse que não hospedou o humorista em sua casa e também não sabe do paradeiro dele. Barroso quer fazer uma homenagem ao humorista e chamá-lo para inaugurar um circo-escola em construção, mas antes espera que baixe a poeira sobre a escolaridade do conterrâneo.
Paulo Maciel Filho, amigo de infância de Tiririca e dono da pousada Gaivota, na Praia da Baleia, contou que Tiririca já teve dias de descanso na praia algumas vezes. Afirmou, no entanto, que ele também não esteve por lá depois de eleito. "Se ele estivesse eu saberia, porque ela adora bater bola com o pessoal na praia", afirmou.
Com votos suficientes para se eleger prefeito de Itapipoca por 43 vezes (caso isso fosse possível), Tiririca aquece as esperanças de que a cidade ganhe força na Câmara dos Deputados. "Ele é deputado por São Paulo, mas pode dar uma forcinha à bancada do Ceará", disse o prefeito João Barroso.
Já inseridos na polêmica, os itapipoquenses se revoltam com a possibilidade de Tiririca ficar fora da Câmara. Para Flávio Muniz, mesmo que seja analfabeto, Tiririca tem direito a ser eleito, uma vez que ele sempre votou. "O que prova é o papel. Se ele fosse analfabeto, não votava. Se ele tem direito de votar, tem direito de ser eleito", afirmou Flávio Muniz.
Saiba a nova composição do Senado
PMDB e PT ampliaram a bancada; PSDB e DEM perderam espaço.
Novo desenho é favorável a Dilma e complicado para Serra.
Thiago Reis
Do G1 SP
O PT conseguiu ampliar sua bancada no Senado. Foram eleitos neste domingo (3) 11 senadores do partido em 11 estados do país. O partido terá agora 14 representantes – seis a mais que na atual legislatura. O PMDB também aumentou o número de representantes, de 17 para 20.
Senadores eleitos no domingo (Foto: Arte/G1)Com isso, PMDB e PT passam a ser os dois partidos com maior representação na Casa.
Os dois partidos de oposição (DEM e PSDB) perderam espaço. Serão 12 senadores a menos. O DEM elegeu dois políticos neste domingo, mas, no balanço, perdeu sete senadores na Casa. O PSDB perdeu cinco.
Além dos novos candidatos eleitos, suplentes também assumiram no lugar de senadores que ainda tinham quatro anos no cargo, mas foram eleitos governadores nestas eleições (caso de Santa Catarina, Espírito Santo, Acre e Rio Grande do Norte).
O novo desenho é favorável à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, que poderá ter uma maior base de apoio caso seja eleita. Com os partidos que compõem sua coligação, ela poderá contar com três quintos da Casa, o necessário para aprovar emendas constitucionais, por exemplo.
Para isso, ela terá que vencer o candidato José Serra (PSDB), que conseguiu levar a disputa para o segundo turno.
Conheça os eleitos e os respectivos partidos:
AC
Jorge Viana (PT)
Petecão (PMN)
AL
Benedito de Lira (PP)
Renan (PMDB)
AM
Eduardo Braga (PMDB)
Vanessa Grazziotin (PC do B)
AP
Randolfe (PSOL)
Gilvam Borges (PMDB)
BA
Walter Pinheiro (PT)
Lídice (PSB)
CE
Eunício (PMDB)
Pimentel (PT)
DF
Cristovam Buarque (PDT)
Rollemberg (PSB)
ES
Ricardo Ferraço (PMDB)
Magno Malta (PR)
GO
Demóstenes Torres (DEM)
Lúcia Vânia (PSDB)
MA
Lobão (PMDB)
João Alberto (PMDB)
MG
Aécio Neves (PSDB)
Itamar Franco (PPS)
MS
Delcídio (PT)
Moka (PMDB)
MT
Blairo Maggi (PR)
Pedro Taques (PDT)
PA
Flexa Ribeiro (PSDB)
Marinor Brito (PSOL)
PB
Vitalzinho (PMDB)
Wilson Santiago (PMDB)
PE
Armando Monteiro (PTB)
Humberto Costa (PT)
PI
Wellington Dias (PT)
Ciro Nogueira (PP)
PR
Gleisi (PT)
Requião (PMDB)
RJ
Lindberg (PT)
Marcelo Crivella (PRB)
RN
Garibaldi Alves Filho (PMDB)
José Agripino (DEM)
RO
Valdir Raupp (PMDB)
Ivo Cassol (PP)
RR
Romero Jucá (PMDB)
Angela Portela (PT)
RS
Paim (PT)
Ana Amélia Lemos (PP)
SC
Luiz Henrique da Silveira (PMDB)
Paulo Bauer (PSDB)
SE
Eduardo Amorim (PSC)
Valadares (PSB)
SP
Aloysio Nunes (PSDB)
Marta Suplicy (PT)
TO
João Ribeiro (PR)
Marcelo Miranda (PMDB)
PMDB e PT ampliaram a bancada; PSDB e DEM perderam espaço.
Novo desenho é favorável a Dilma e complicado para Serra.
Thiago Reis
Do G1 SP
O PT conseguiu ampliar sua bancada no Senado. Foram eleitos neste domingo (3) 11 senadores do partido em 11 estados do país. O partido terá agora 14 representantes – seis a mais que na atual legislatura. O PMDB também aumentou o número de representantes, de 17 para 20.
Senadores eleitos no domingo (Foto: Arte/G1)Com isso, PMDB e PT passam a ser os dois partidos com maior representação na Casa.
Os dois partidos de oposição (DEM e PSDB) perderam espaço. Serão 12 senadores a menos. O DEM elegeu dois políticos neste domingo, mas, no balanço, perdeu sete senadores na Casa. O PSDB perdeu cinco.
Além dos novos candidatos eleitos, suplentes também assumiram no lugar de senadores que ainda tinham quatro anos no cargo, mas foram eleitos governadores nestas eleições (caso de Santa Catarina, Espírito Santo, Acre e Rio Grande do Norte).
O novo desenho é favorável à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, que poderá ter uma maior base de apoio caso seja eleita. Com os partidos que compõem sua coligação, ela poderá contar com três quintos da Casa, o necessário para aprovar emendas constitucionais, por exemplo.
Para isso, ela terá que vencer o candidato José Serra (PSDB), que conseguiu levar a disputa para o segundo turno.
Conheça os eleitos e os respectivos partidos:
AC
Jorge Viana (PT)
Petecão (PMN)
AL
Benedito de Lira (PP)
Renan (PMDB)
AM
Eduardo Braga (PMDB)
Vanessa Grazziotin (PC do B)
AP
Randolfe (PSOL)
Gilvam Borges (PMDB)
BA
Walter Pinheiro (PT)
Lídice (PSB)
CE
Eunício (PMDB)
Pimentel (PT)
DF
Cristovam Buarque (PDT)
Rollemberg (PSB)
ES
Ricardo Ferraço (PMDB)
Magno Malta (PR)
GO
Demóstenes Torres (DEM)
Lúcia Vânia (PSDB)
MA
Lobão (PMDB)
João Alberto (PMDB)
MG
Aécio Neves (PSDB)
Itamar Franco (PPS)
MS
Delcídio (PT)
Moka (PMDB)
MT
Blairo Maggi (PR)
Pedro Taques (PDT)
PA
Flexa Ribeiro (PSDB)
Marinor Brito (PSOL)
PB
Vitalzinho (PMDB)
Wilson Santiago (PMDB)
PE
Armando Monteiro (PTB)
Humberto Costa (PT)
PI
Wellington Dias (PT)
Ciro Nogueira (PP)
PR
Gleisi (PT)
Requião (PMDB)
RJ
Lindberg (PT)
Marcelo Crivella (PRB)
RN
Garibaldi Alves Filho (PMDB)
José Agripino (DEM)
RO
Valdir Raupp (PMDB)
Ivo Cassol (PP)
RR
Romero Jucá (PMDB)
Angela Portela (PT)
RS
Paim (PT)
Ana Amélia Lemos (PP)
SC
Luiz Henrique da Silveira (PMDB)
Paulo Bauer (PSDB)
SE
Eduardo Amorim (PSC)
Valadares (PSB)
SP
Aloysio Nunes (PSDB)
Marta Suplicy (PT)
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Marcelo Miranda (PMDB)
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